Vai-se o tempo em que gerenciar era
atitude tipicamente dos negócios privados. Nas
últimas três décadas, em momentos
e com pessoas e pensamentos diversos, muito se caminhou
no sentido de permitir que as instituições
públicas tenham uma visão mais clara dos
seus estoques de insumos e de como eles são utilizados.
Sem nenhum compromisso com a cronologia e sem pretensão
de produzir um texto técnico, observo que os
caminhos traçados passaram pelas experiências
de gestores que colocaram seus nomes no quadro da busca
da modernidade no serviço público.
Cito, entre tantos, o ex-ministro Hélio Beltrão,
com o seu projeto de desburocratização,
que certamente levou a sociedade ao convencimento de
que seus interesses eram conflitados pela monstruosidade
da máquina pública e seu império
de carimbos. Os cidadãos passaram a perceber
mais claramente o quanto perdiam com essa situação
e a se convencer de que a mudança era uma necessidade
premente.
O também ex-ministro Bresser Pereira, que foi
o mentor da Reforma Gerencial da Administração
Pública, fundamentada, entre tantas questões,
na ineficiência da prestação de
serviços públicos aos cidadãos,
destacava: descentralização dos serviços
sociais para os estados e municípios, delimitação
das atividades do estado, privatização
de ações não estratégicas
e mais algumas propostas que objetivamente não
eram bem desenvolvidas dentro do aparato público.
Definidas as principais questões estratégicas,
sobrou espaço para que a ex-Ministra Cláudia
Costin buscasse estabelecer condições
de gerenciamento da máquina pública, produzindo
processos que permitiram a visualização
de como aproveitar melhor os recursos orçamentários
disponíveis.
É de sua época a estruturação
do SIAFI, sistema que permite melhor visualização
da contas públicas. A modernização
das Comissões de Licitações, com
a geração de programas colaterais, foi
outro grande avanço.
Interessam-nos essas considerações para
ressaltar que este Tribunal começa a caminhar
de forma consistente no sentido de gerenciar todos os
seus atos judiciais e administrativos, fundamentando
esses procedimentos em tecnologia moderna e processos
desenvolvidos pelos próprios técnicos
de seus quadros.
Assim é que o TUCUJURIS, como foi denominado
o Sistema de Gestão adotado pelo Tribunal, já
estando com o Processo Judicial Eletrônico em
funcionamento, caminha, agora, para o desenvolvimento
do Processo Administrativo Eletrônico.
Do ponto de vista do Planejamento, a disponibilidade
de números devidamente sistematizados, voltados
para o estabelecimento de critérios claros e
objetivos, propiciará que busquemos soluções
para as mais diversas questões, relativas às
dimensões que norteiam as ações,
entre as quais podemos destacar:
1. Os diferentes níveis de complexidade a que
se propõe o planejamento
2. A extensão do segmento a ser trabalhado –
se toda a corporação, só departamentos,
etc.
3. Nível de abrangência: curto, médio
ou logo prazos.
A ASPLAN trabalha hoje contribuindo com seu corpo
técnico para a formulação desse
sistema administrativo, respondendo sempre às
indagações da equipe do DEINTEL e ofertando
suas expectativas em relação ao mesmo,
certa de que a construção conjunta do
trabalho permitirá, dentro de pouco tempo, que
o Tribunal disponha de instrumentos de planejamento
capazes de aprofundar suas análises, estabelecer
visões de médio e longo prazos em seu
processo de gestão.
Comprar, estocar, requisitar e consumir estarão
submetidos a um sistema de controle que nos levará
a conhecer, de forma clara e transparente, especialmente
as seguintes questões:
1. Definição de estoques mínimos
e máximos, por unidade de consumo, permitindo
atendimento pronto a essas unidades;
2. Identificar discrepâncias de consumo e corrigi-las,
evitando desperdícios;
3. Manutenção de um programa de compras
mais ordenado e eficiente;
4. Aprimorar a estrutura de custos administrativos,
favorecendo gestão consistente;
5. Permitir rediscussão de nossa logística
de atendimento, de forma a colocar a possibilidade de
descentralização como realidade, objetivando
atender melhor, especialmente às Comarcas mais
distantes, como Oiapoque, Laranjal do Jarí e
Vitória do Jarí.
Certamente, após a implantação
desse segmento de gestão, muitos dos problemas
vividos hoje serão eliminados e, outros tantos,
colocados sob estrito controle do gerenciamento. |