A Justiça Itinerante, um dos mais
importantes e democráticos serviços prestados
pelo Judiciário Amapaense, é executada tanto
no primeiro quanto no segundo grau de jurisdição
e tem abrangência estadual, com atuação
em todas as comarcas.
A Resolução nº 023/2005,
aprovada pelo Pleno Administrativo do Tribunal de Justiça,
disciplina o funcionamento, organização e competência
da Justiça Itinerante Estadual.
Em nível de segundo grau a Justiça
Itinerante realiza sessões da jurisdicionais do Tribunal
- Pleno, Secção Única e Câmara
única – fora da capital do Estado, em comarcas
do interior.
No primeiro grau, a Justiça Itinerante
Terrestre corresponde a realização de jornadas
periódicas em comunidades, vilas distritos ou municípios,
acessíveis por terra e a Justiça Itinernate
Fluvial é realizada em comunidades vilas, distritos
ou municípios, acessíveis exclusivamente por
água, com uso de embarcações próprias
ou alugadas.
Competência
A Justiça Itinerante Estadual –
Terrestre ou Fluvial -, quando em jornada, está apta
a conciliar, processar e julgar, no caso do Tribunal de Justiça,
todas as causas originárias ou recursais da justiça
comum estadual nas comarcas de Macapá e Tribunal de
Justiça, todas as causas originárias ou recursais
da Justiça comum estadual; nas comarcas de Macapá
e de Santana, todas as causas da justiça comum, exceto
adoções internacionais e, nas comarcas interioranas,
todas as causas da justiça comum estadual. Os feitos
instaurados pela Justiça Itinerante Estadual de 1º
grau, julgados ou não, são distribuídos,
imediatamente após cada jornada, às varas a
que estão afetos por competência legal.
Responsabilidade
A Justiça Itinerante de primeiro
grau, em todo o Estado, é coordenada pelos diretores
dos respectivos fóruns da comarca onde ela se realiza.
Nas comarcas de Macapá e Santana as jornadas são
conduzidas exclusivamente por juízes de direito auxiliares
ou substitutos designados. Na Comarca de Laranjal do Jari,
por juízes de direito substitutos e nas comarcas de
vara única, pelo próprio juiz titular, por seu
substituto legal ou por juízes de direito substitutos
designados.
Histórico
A prática de levar jurisdição
às comunidades interioranas é antiga na justiça
do Estado do Amapá e remonta a 1992. Naquele ano o
juiz José Luciano de Assis, então titular da
comarca de Mazagão, utilizando-se de uma embarcação
da prefeitura dele município, iniciou essa atividade
indo a várias localidades do município prestando
atendimento jurídico às comunidades ribeirinhas,
como registro de nascimento, separação de sociedade
de fato (separação de companheiros) e alimentação
(família). O serviço teve prosseguimento com
o juiz Reginaldo Gomes de Andrade a frente daquela comarca.Em
1994, na Comarca de Serra do Navio, tendo a juíza Eleuza
Muniz como titular, foi iniciada a justiça itinerante
terrestre, quando a equipe do judiciário, um defensor
público e um promotor de justiça, percorriam,
de carro, comunidades daquele município e de Pedra
Branca do Amapari, levando os serviços da justiça.
Casamentos, registros de nascimento e reclamações
cíveis diversas, eram os mais comuns.
Na Comarca de Amapá, duas vezes por
ano, o Judiciário em parceria com a Prefeitura do município,
empreende uma jornada até a Vila de Sucuriju, área
de preservação ambiental, onde reside uma comunidade
de pescadores, localizada no Cabo do Norte, com cerca de 700
pessoas praticamente isoladas da civilização,
vivendo graves dificuldades, até mesmo de abastecimento
d’água, que precisa ser coletada durante o período
chuvoso . O acesso somente é possível por helicóptero
ou via fluvial.
A jornada da Justiça é feita
em um barco, dependendo de marés, chegando a gastar
mais de vinte quatro horas da sede do município até
a Vila de Sucuriju. O Judiciário resolve os conflitos
de interesse enquanto a Prefeitura leva atendimento médico
à população. Em Oipaoque, o Juizado itinerante
é feito em catraias, com o Juiz e sua equipe indo até
as mais distantes comunidades, inclusive às aldeias
indígenas, enfrentando inúmeras corredeiras,
muitas vezes tendo que arrastar a embarcação
sobre as pedras. Na Comarca de Macapá a Justiça
Itinerante Fluvial e a Justiça Itinerante Terrestre
foram implantadas em 1996, durante a gestão do Desembargador
Mário Gurtyev de Queiroz como presidente do Tribunal
de Justiça do Estado. A primeira Jornada Fluvial com
destino à região do Bailique saiu do Porto de
Santana no dia 22 de março de 1996 numa embarcação
cedida pela Marinha. No mesmo ano, foi adquirido um ônibus
com ambiente climatizado, dotado de salas de audiência
e computadores para a execução da Justiça
Itinerante Terrestre. A viatura passou a percorrer bairros
periféricos, vilarejos e municípios vizinhos
próximos da capital, levando a prestação
jurisdicional a pessoas que, em razão da distância,
enfrentam dificuldades para se deslocar até os fóruns.
As jornadas fluviais atraíram a atenção
da mídia nacional e internacional. Grandes veículos
de comunicação do Brasil, da Europa e dos Estados
Unidos já publicaram matéria sobre essa forma
rápida, eficiente e acessível de distribuir
justiça.
O primeiro estrangeiro a cobrir uma jornada
fluvial à região do Bailique, foi o jornalista
americano Matt Muffet, do jornal Nova-iorquino Waal Street
Journal, que publicou uma pagina sobre o assunto. Em seguida
vieram os alemães Mathias Matussek (repórter)
e Michael Ende (fotógrafo) da revista Der Spiegel.
Uma equipe da N-TV (um canal de notícias da Alemanha,
associada à americana CNN) e um repórter do
Jornal americano Washington Post já estiveram na Jornada
Fluvial. equipes da Rádio BBC de Londres, da televisão
australiana e da canadense também já cobriram
a justiça itinerante fluvial.
Atendimento
da Justiça Itinerante Terrestre em Distritos e Comunidades
da Capital
| Bases |
Março |
Maio |
Setembro |
Novembro |
Corre-água, Tracajatuba e arredores |
07/03/07 (quarta-feira) |
04/05/07 (sexta-feira) |
05/09/07 (quarta-feira) |
07/11/07 (quarta-feira) |
| Lagoa dos Índios |
|
09/05/07 (quarta-feira) |
|
09/11/07 (sexta-feira) |
| Curiaú |
14/03/07 (quarta-feira) |
|
10/09/07 (segunda-feira) |
|
| Monte Tabor |
16/03/07 (sexta-feira) |
|
12/09/07 (quarta-feira) |
|
| Maruanum |
21/03/07 (quarta-feira) |
|
19/09/07 (quarta-feira) |
|
| Tessalônica |
|
11/05/07 (sexta-feira) |
|
21/11/07 (quarta-feira) |
| Casa Grane e Abacate da Pedreira |
28/03/07 (quarta-feira) |
18/05/07 (sexta-feira) |
21/09/07 (sexta-feira) |
23/11/07 (sexta-feira) |
| Sta Luzia e S. Joaquim do Pacuí |
30/03/07 (sexta-feira) |
25/05/07 (sexta-feira) |
28/09/07 (sexta-feira) |
30/11/07 (sexta-feira) |
Jornada da Justiça Itinerante
Fluvial 2007 (Distrito de Bailique e arredores)
Jornada |
Mês |
Período |
| 74º Jornada |
Fevereiro |
De 11 a 17 de fevereiro de 2007 |
| 75º Jornada |
Abril |
De 22 a 28 de abril de 2007 |
| 76º Jornada |
Junho |
De 17 a 23 de junho de 2007 |
| 77º Jornada |
Agosto |
De 19 a 25 de agosto de 2007 |
| 78º Jornada |
Outubro |
De 21 a 27 de outubro de 2007 |
| 79º Jornada |
Dezembro |
De 02 a 08 de dezembro de 2007 |
|