| A Justiça Itinerante do
Amapá já foi assunto na imprensa dos Estados Unidos,
da Inglaterra, da Austrália, do Canadá e da Alemanha,
cujos jornalistas cobriram as Jornadas Fluviais à região
do Bailique e publicaram matérias enaltecendo essa avançada
e democrática forma de distribuir justiça. Também
no Brasil ela já foi destaque em horários nobres da
Rede Globo de Televisão (Jornal Hoje e Fantástico).
Pela sua importância e abrangência social a Justiça
Itinerante continua despertando a atenção da mídia
internacional. A 70º Jornada Fluvial, realizada no período
de 18 a 24 de junho, foi acompanhada por jornalistas da revista
QG Itália e da TV Justiça, do Supremo Tribunal Federal,
que cobriram toda a trajetória de uma das mais importantes
ações do judiciário mais eficiente do Brasil.
ORGANIZAÇÃO
Para otimizar a Justiça Itinerante, assegurando-lhe maior
abrangência e funcionalidade, a atual administração
do Tribunal de Justiça decidiu promover alterações
em sua organização, funcionamento e competência
, através da Resolução
023/2005 aprovada pelo Pleno Administrativo da instituição,
dando-lhe amplitude estadual e estabelecendo seu funcionamento no
primeiro e no segundo graus de jurisdição.
Em nível de segundo grau a Justiça Itinerante realiza
sessões da jurisdicionais do Tribunal - Pleno, Secção
Única e Câmara Única – fora da capital
do Estado, em comarcas do interior.
No primeiro grau, a Justiça Itinerante Terrestre corresponde
à realização de jornadas periódicas
em comunidades, vilas distritos ou municípios, acessíveis
por terra e a Justiça Itinernate Fluvial é realizada
em comunidades vilas, distritos ou municípios, acessíveis
exclusivamente por água, com uso de embarcações
próprias ou alugadas.
COMPETÊNCIA
A Justiça Itinerante Estadual – Terrestre ou Fluvial
-, quando em jornada, está apta a conciliar, processar e
julgar, no caso do Tribunal de Justiça, todas as causas originárias
ou recursais da justiça comum estadual nas comarcas de Macapá
e Tribunal de Justiça, todas as causas originárias
ou recursais da Justiça comum estadual; nas comarcas de Macapá
e de Santana, todas as causas da justiça comum, exceto adoções
internacionais e, nas comarcas interioranas, todas as causas da
justiça comum estadual. Os feitos instaurados pela Justiça
Itinerante Estadual de 1º grau, julgados ou não, são
distribuídos, imediatamente após cada jornada, às
varas a que estão afetos por competência legal.
RESPONSABILIDADE
A Justiça Itinerante de primeiro grau, em todo o Estado,
é coordenada pelos diretores dos respectivos fóruns
da comarca onde ela se realiza. Nas comarcas de Macapá e
Santana as jornadas são conduzidas exclusivamente por juízes
de direito auxiliares ou substitutos designados. Na Comarca de Laranjal
do Jari, por juízes de direito substitutos e nas comarcas
de vara única, pelo próprio juiz titular, por seu
substituto legal ou por juízes de direito substitutos designados.
HISTÓRICO
A prática de levar jurisdição às comunidades
interioranas é antiga na justiça do Estado do Amapá
e remonta a 1992. Naquele ano o juiz titular da comarca de Mazagão,
utilizando-se de uma embarcação da prefeitura daquele
município, iniciou essa atividade indo a várias localidades
do município prestando atendimento jurídico às
comunidades ribeirinhas, como registro de nascimento, separação
de sociedade de fato (separação de companheiros) e
alimentação (família).
Em 1994, na Comarca de Serra do Navio, foi iniciada a Justiça
Itinerante Terrestre, quando a equipe do judiciário, um defensor
público e um promotor de justiça, percorriam, de carro,
comunidades daquele município e de Pedra Branca do Amapari,
levando os serviços da justiça. Casamentos, registros
de nascimento e reclamações cíveis diversas,
eram os mais comuns.
Na Comarca de Amapá, duas vezes por ano, o Judiciário,
em parceria com a Prefeitura do município, empreende uma
jornada até a Vila de Sucuriju, área de preservação
ambiental, onde reside uma comunidade de pescadores, localizada
no Cabo do Norte, com cerca de 700 pessoas praticamente isoladas
da civilização, vivendo graves dificuldades, até
mesmo de abastecimento d’água, que precisa ser coletada
durante o período chuvoso . O acesso somente é possível
por helicóptero ou via fluvial.A jornada da Justiça
é feita em um barco, dependendo de marés, chegando
a gastar mais de vinte quatro horas da sede do município
até a Vila de Sucuriju. O Judiciário resolve os conflitos
de interesse enquanto a Prefeitura leva atendimento médico
à população.
Em Oipaoque, a Justiça itinerante é feita em catraias,
com o Juiz e sua equipe indo até as mais distantes comunidades,
inclusive às aldeias indígenas, enfrentando inúmeras
corredeiras, muitas vezes tendo que arrastar a embarcação
sobre as pedras.
Na Comarca de Macapá, a Justiça Itinerante Fluvial
e a Justiça Itinerante Terrestre foram instituídas
oficialmente 1996, durante a gestão do Desembargador Mário
Gurtyev de Queiroz. A primeira Jornada Fluvial ao Bailique foi realizada
a bordo de uma embarcação da Marinha Brasileira, saindo
do porto de Santana no dia 22 de março daquele ano. No mesmo
período foi adquirido um ônibus com ambiente climatizado,
dotado de salas de audiência e computadores para a execução
da Justiça Itinerante Terrestre. A viatura passou a percorrer
vilarejos e distritos e municípios das respectivas comarcas,
levando a prestação jurisdicional a pessoas que, em
razão da distância, enfrentam dificuldades para se
deslocar até os fóruns.
Até hoje, nas 70 jornadas fluviais realizadas ao Bailique
já foram atendidas mais de 50.000 pessoas, assim distribuído:
| Atendimento Judicial |
20.0000 |
| Atendimento pela Promotoria de Justiça |
3.036 |
| Atendimento pela Defensoria Pública |
6.500 |
| Atendimento pelo Cartório de Registros |
1.700 |
| Atendimento pela Comissariado de Menores |
2.500 |
| Atendimento pelo Juizado Especial Federal |
650 |
| Atendimento pela Delegacia do Trabalho |
2.500 |
| Atendimento pela Polícia Técnica |
6.500 |
| Atendimento Psicológico/Assistente Social > |
2.760 |
| Atendimento pela Saúde do Estado |
5.000 |
| Atendimento pela Saúde do Município |
3.500 |
| Atendimento pelo INSS |
2.000 |
| Atendimento pela CAESA |
1.876 |
Atendimento pelo Exército |
1.193 |
Assessoria de Comunicação Social
Macapá, 21 de junho de 2006
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