| A Área de Proteção
Ambiental (APA) do Curiaú está localizada a 8
km do centro da capital, Macapá. É uma região
de várzea com feição campestre, com uma
área de 5.700 hectares,. com florestas, campos de várzeas
e cerrado. No século XVII o
Estado recebeu grande contingente de escravos provenientes
dos outros estados e da Guiné Portuguesa para a desenvolver
trabalhos na agricultura (arroz) e para construção
da Fortaleza.
Alguns escravos se refugiavam para a região
do Curiaú. A propriedade era mantida pelo português,
Manoel Antônio de Miranda, que consentia a permanência
dos refugiados nas proximidades do lago do Curiaú.
A formação dos núcleos estimulou a formação
de quilombos.
O Decreto de 1992 criou a APA (Área
de Proteção Ambiental) que abriga, atualmente,
cerca de 1.500 pessoas divididas nas comunidades de Curiaú
de dentro, Curiaú de Fora, Casa Grande e Curralinho.
As comunidades preservam os costumes afros
em comemorações nas datas religiosas. Os rituais
reúnem elementos como o batuque, o marabaixo, as ladainhas
em latim, a procissão e a folia.
A comemoração na “Festa
de São Joaquim” é tradicional na região.
O santo foi escolhido pelos antigos escravos como padroeiro
do Curiaú. São dez dias, de 09 a 19 de agosto,
com cantorias sob a benção católica,
ladainhas e ritmo dos tambores feitos de tronco de macacaueiro
e couro de animais silvestres, chamado macacos. |