Quando, em 5 de outubro de 1988, as terras amapaenses
foram transformadas em mais um Estado membro da União,
decorriam 444 anos da primeira tentativa de tornar a
região autônoma dentro do contexto geopolítico
amazônico.
Ao longo do séculos, vários foram os
projetos de efetiva colonização da região
amapaense. A primeira tentativa ocorreu em 1544, quando
foi denominado de Adelantado de Nueva Andaluzia, no
momento em que espanhóis e portugueses disputavam
a posse da Amazônia. Segue-se a transformação
em capitania do Cabo Norte em 14 de julho de 1634, quando
Portugal fazia parte da União Ibérica.
No século XVII, em 1748, foi denominado de
província dos Tucujus pelo rei D. João
V, sem contudo gozar de autonomia político-administrativa,
portanto com contínua submissão as autoridades
da província de Grão-Pará e Maranhão.
O geógrafo e senador maranhense Cândido
Mendes Almeida, em 1° de julho de 1853, propôs
a Assembléia Nacional a criação
da província Oiapoquina. O projeto contou com
acirrada oposição dos deputados paraenses,
por entenderem que a idéia poderia se disseminar
e outras regiões da província alcançassem
autonomia.
Num projeto de Fausto de Souza, publicado em 1880,
a Amazônia passou a ser constituída de
nove provínicias: Japurá, Solimões,
Madeira, Rio Negro, Amazonas, Tapajós, Xingu,
Pará e Pinzônia. Esta última província
seria constituída pelas terras amapaenses, tendo
como capital a cidade de Macapá.
Em 13 de setembro de 1943, a região amapaense
foi transformada em Território Federal. A partir
daquela data até o golpe de 1964, nada, entretanto,
foi feito de concreto para dotar o Amapá das
condições mínimas necessárias
para mudança de categoria jurídica. Registra-se
apenas algum empenho dos governadores Janary Nunes e
Pauxy Nunes.
Em 1972, os militares passaram a considerar a Amazônia
"área de segurança e grande interesse
nacional". dentro dessa concepção
geopolítica iriam reformular a ascendência
dos segmentos das Forças Armadas sobre os Territórios
Federais Amazônicos: Roraima passou para administração
da Aeronáutica; Rondônia continuou sob
administração do Exército e o Amapá,
que desde 1964 havia sido governado por militares aposentados
do Exército, passou para a administração
da Marinha.
Durante 13 anos, os amapaenses foram governados por
oficiais da reserva da Marinha. Foram 3 os governadores
desse período: José Lisboa Freire, Arthur
de Azevedo Henning e Anníbal Barcellos, que retomou
o projeto de transformação do Amapá
em Estado, iniciando providência de organização
administrativa e infra-estrutura econômica e social.
Com o advento da Nova República, o Território
do Amapá passou a ter um governador civil, o
agrônomo Jorge Nova da Costa. Durante sua administração,
em 5 de outubro de 1988, as terras amapaenses foram
transformadas em Estado, desestruturado, com tudo por
fazer. A partir de 1° de janeiro de 1991, tendo
como governador o comandante Anníbal Barcellos,
inicia-se um novo período na história
do Amapá, de forma progressista e dinâmica
no sentido de situar o Estado como mais uma estrela
em nossa Bandeira, criando mais Municípios e
desmembrando assim os efeitos centralizadores, procurando
oferecer melhores estruturas para enfrentar as adversidades
existentes, fruto das pressões sociais que passam
a exigir maior aceleração no processo
de desenvolvimento.
A cada passo na tomada de uma construção
sólida, reacende no amapaense a esperança
de um Estado forte e vigoroso. Atualmente o Amapá
conta com 16 Municípios na seguinte ordem de
criação:
- Macapá
- Mazagão
- Calçoene
- Oiapoque
- Ferreira Gomes
- Amapá
- Tartarugalzinho
- Santana
- Serra do Navio
- Porto Grande
- Itaubal
- Pedra Grande do Amaparí
- Cutias
- Pracuúba
- Vitória do Jari
- Laranjal do Jari (antigo Beiradão)
|
| Localização. |
Amapá, estado brasileiro, fica a nordeste
da região Norte do país |
| Fronteiras. |
Norte. Guiana Francesa; Nordeste. Suriname; Sul
e Oeste. Pará (do qual está separado
pelo rio Amazonas); e Leste. Oceano Atlântico |
| Capital. |
Macapá - Fundada em 04/02/1758 |
| Área. |
143.453,7 km² |
| Clima. |
Equatorial |
| População. |
477.032 habitantes (2000) |
| Urbana. |
424.683 habitantes |
| Rural. |
52.349 habitantes |
| Hora local. |
Horário de Brasília |
| Densidade |
3,32 habitantes por km2 |
| Analfabetismo. |
11,2% (2000) |
| Mortalidade Infantil. |
29,3 |
| Cidades mais populosas. |
Macapá (189.080), Santana (60.200), Laranjal
do Jari (24.008) |
| Acesso. |
Rodoviário, fluvial e aéreo |
| Rios. |
Amazonas, Jari, Oiapoque, Araguari, Maracá |
| Relevo. |
Planície com mangues e lagos no litoral;
depressões na maior parte, interrompidas
por planaltos residuais |
| Vegetação. |
Mangues litorâneos, campos gerais, Floresta
Amazônica (a maior parte do território
do estado do Amapá, cerca de 73 % do total,
que corresponde a aproximadamente 97.000 km2), está
coberta pela Floresta Amazônica ou Hiléia
Brasileira. No entanto, na faixa oriental encontram-se
campos "cerrados", com árvores
esparsas e esgalhadas, e o solo recoberto de gramíneas
e manguezais.) |
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