O Município de Amapá foi a
capital do antigo Território Federal do Amapá,
até o ano de 1945, quando passou para Macapá.
As primeiras informações do município
são de 1893, quando garimpeiros paraenses, naturais
de Curuçá, Germano e Firmino, descobriram ouro
em Calçoene (que pertencia ao Município de Amapá).
O "rush" dos franceses da Guiana, que queriam o
ouro a todo custo, criou vários incidentes, com choques
violentos que culminaram com a vitória dos brasileiros
sob o comando de Veiga Cabral (Veja detalhes na parte sobre
o Contestado Franco-Brasileiro).
Em 21 de janeiro de 1901, as terras do atual Município,
antes contestadas pela França, foram anexadas ao Estado
do Pará após o ganho de causa do Brasil (veja
O Contestado), compreendendo três Municípios
(Amapá, Oiapoque e Calçoene), com o nome de
Aricari. Em 22 de outubro de 1901, pelo decreto nº 798,
surge o Município de Amapá com a denominação
de Montenegro, em homenagem ao governador do Pará,
Augusto Montenegro.
Em 27 de julho de 1904, é criada a Paróquia
do Divino Espírito Santo. Em 1906 a sede municipal
contava com 54 casas. Em 1907 é nomeado o primeiro
promotor público letrado da vila, Luís Beltrão
de Andrade Lima, que passa a assumir a função
a partir de 12 de agosto.
Em 1938, em pleno Estado Novo, o nome é mudado para
Veiga Cabral, mas no final desse mesmo ano recupera o topônimo
antigo de Amapá. A esse tempo a cidade já possuía
uma cadeia em alvenaria, um mercado em arquitetura mourisca,
um prédio para mesa de rendas, dez casas comerciais
e 112 residências.
Em 13 de setembro de 1943, quando foi criado o Território
do Amapá, toda a área municipal é anexada
integralmente à nova unidade territorial. Em 1945 o
município cede terras para a formação
de Oiapoque e Calçoene, fixando-se numa área
de 23.144 km. Com a criação de novos municípios
no decorrer de quase 50 décadas, Amapá teve
sua área reduzida para 9.203,5 km2.
O Município que tem o nome do estado, distante 302
km da capital, Macapá, oferece todas as condições
de franco desenvolvimento em todos os setores da economia
sendo favorável à agropecuária, com expressiva
produção de rebanhos de bovinos, bubalinos,
suínos e eqüinos, em relação aos
demais municípios e é o maior produtor de leite
do Estado. O Amapá tem ainda forte tendência
para o setor turístico.
Beleza Natural
A estação ecológica das
ilhas de Maracá e Jipioca, os rios Amapá Grande,
Flexal, Tartarugal Grande e Tartarugalzinho, Cabo Norte, além
dos lagos Duas Bocas, Comprido, Sacaisal, Pracuúba,
Bom Nome e Lago Novo são algumas paisagens paradisíacas
do Município. Mas não só de beleza natural
vive o Amapá
Recursos Naturais
O Município possui um rico acervo de
recursos minerais com destaque para a cassiterita e a tantalita.
No reino vegetal é farta a diversidade de florestas
de árvores medicinais e para as indústrias de
cosméticos e frutos como a andiroba, patuá e
ucuúba, entre inúmeras outras de grande cotação
no mercado internacional para a industria farmacêutica.A
variada piscicultura natural tem atraído muitas indústrias
pesqueiras (muitas delas atuando de forma clandestina e predatória)
que vão a busca das delícias do tucunaré
e do pirarucú. No litoral, banhado pelo Oceano Atlântico,
saem na captura da gurijuba, uritinga, pirapema, melro, dourado
e uma infinidade de outros pescados.
Infra-Estrutura
O Município de Amapá, distante
por via terrestre 302 km da capital, Macapá, é
dotado de água potável, energia elétrica
18 horas/dia. No setor de transporte, dispõe de mais
de 15 campos de pouso, além de uma histórica
base aérea, que serviu de apoio aos americanos, durante
a segunda Guerra Mundial e que está em recuperação
para atender o setor de turismo. A distância aérea,
média entre o município e a capital, é
de 226 km. Por via marítima a distância é
de 400 km e o tempo médio de viagem fica em torno de
72 horas. Está equipado com hospital público,
pronto-socorro e postos de atendimento médico, além
de toda a infra-estrutura necessária de uma cidade
de médio porte. |